Os mercados de Istambul


  Istambul, Turquia  1578 visualizações

Chegamos à antiga Constantinopla à tarde. Comemos e iniciamos nosso passeio pelo gigantesco complexo de mercados de Istambul, começando pelo Grande Bazar, na entrada da Çad?rc?lar Caddesi, uma rua hipermovimentada. Quer comprar bugigangas, tecidos, artesanatos, calçados, bolsas, artigos para cama mesa e banho, artigos falsificados e vestidos barangos? Na Çad?rc?lar e nas infinitas vias que circundam os bazares, você encontrará tudo isso e muito mais.

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Movimento na Çad?rc?lar Caddesi

Assim como na Çad?rc?lar, o movimento no Grande Bazar era frenético. Um pouco experientes com a última ida a Istambul, eu e o Élcio alertamos nossos companheiros de viagem de não se deslumbrarem com as compras naquele mercado. Isso porque a cidade possui uma infinidade de lugares com preços que podem variar bastante, portanto, dar uma olhadinha com fins de orçamento é fundamental. É claro que os comerciantes não deixam o visitante em paz, tentando uma venda a qualquer custo, mas o turista tem que resistir. Em meio a cerâmicas, tecidos, luminárias, tapetes, joias e tantos outros estímulos visuais e consumistas, o Grande Bazar é uma tentação.

Alessandro Paiva adicionou foto de Istambul,Turquia Foto 2Então, caro amigo turista, se você for a Istambul, somente depois de decidir o que vai comprar e já com uma ideia dos preços, caia matando nas compras. É claro que irá precisar de um tempinho na cidade para poder rodar pelos mercados, mas são raras as pessoas que não conseguiram repetir a ida em cada bazar. Na primeira vez que fomos lá, por exemplo, achamos os preços do Bazar Egípcio mais baixos, porém, desta vez, graças às técnicas de pechincha da Ana, conseguimos ótimas barganhas no Grande Bazar. Simples, então: pesquisa + preço baixo + pechinha = ótimo negócio.

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Movimento no Grande Bazar

Fiquei impressionado com os estratagemas dos comerciantes turcos para atrair nossa atenção. Em janeiro, tive a impressão de que quase ninguém falava inglês, mas, desta vez, eles estavam até arranhando o português. Juro! Uns diziam apenas "Curitiba", "São Paulo", "Minas Gerais" ou "Rio de Janeiro". Outros tentavam frases mais curtas. A maioria, porém, dizia "Alex de Souza", nome do jogador brasileiro de futebol que foi vendido ao Fenerbahçe e ficou por lá alguns anos, tornando-se ídolo. Se algum turco lhe disser "Alex de Souza", é porque gostou muito de você.

Saímos do Grande Bazar em direção ao Bazar Egípcio, conhecido, também, como Bazar das Especiarias. No caminho, minha mãe e a Ana lembraram que precisariam cobrir suas cabeças para visitar as mesquitas. (Não vi nenhuma repreensão à mulher com cabeça descoberta, mas, se o costume prega assim, por que não respeitar? No mais, é ótimo fazer a linha cidadão local.) Bem, assim elas fizeram, compraram suas pashminas. Para aprender a utilizá-las, pedimos auxílio a uma comerciante que usava uma. Que menina linda! Mais lindo ainda foi quando ela ajeitou a pashmina na Ana, olhou para nossa colega e lhe disse: "You are so beautiful".

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Ana e moça turca em loja próxima aos bazares

Chegamos ao Bazar Egípcio, que também estava lotado. Impossível não comprar alguma coisa, mesmo na "fase de orçamento".

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Bazar Egípcio

Esse bazar é bem menor que o Grande Bazar, mas não deixa nada a desejar. Por ser pequeno, percebe-se a variedade de artigos com mais facilidade. Mesmo sendo voltado ao comércio de especiarias, vende-se de luminárias a pashminas.

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Bazar Egípcio

De uma maneira geral, os artigos em Istambul são bem baratos. Ótimo! Mas, no meu caso, isso é uma armadilha. De barato em barato, o todo sai caro. Na verdade, passei da hora de controlar meu instinto consumista, herdado da minha mãe, que lá comprou horrores! Eu era, inclusive, muito bom em me conter, até que o Élcio, em uma viagem que fizemos a Paris, em janeiro de 2010, disse que eu deveria parar de me repreender e ser mais feliz. Desde então, a sabedoria do meu amigo ficou impregnada nos impulsos que controlam o que entra e sai da minha carteira. Gasto mesmo! Vou enxugando as cédulas até a última moeda. Já cheguei ao ponto de ter que comprar um cafezinho com cartão de crédito! Enfim, isso não é bonito, mas que me faz feliz, faz. E, no final das contas, não fico devendo nada a ninguém.

Controlando-me ou não, o importante é que Istambul é bem em conta, e, comparando seus custos com os das capitais brasileiras, a gente se diverte com menos ou bem menos dinheiro. Amo Istambul!

Para conferir este relato na íntegra, acesse meu blog em fuievouvoltar.com.

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COMENTÁRIOS:

RUTECN

RUTECN  comentou 3 anos atrás

Alessandro, lembrei do carinha que me respondeu em português quando perguntei o preço em inglês, rss. Eles tentam nos conquistar mesmo! Sabe, fui duas vezes a Istambul (uma terceira só pra conexão), e ler seu relato me deixou com vontade de voltar novamente. Muito bom! Um abraço

Alessandro Paiva

Alessandro Paiva comentou 3 anos atrás

Obrigado, Rute! Adoro Istambul, já estive lá 3 vezes, rsrsr! Abraço e muito obrigado pelo comentário :-)

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