Quando você faz amizade com alguém na viagem e só depois descobre que a pessoa é doida!


  Maceió  2514 visualizações

 

Você está num hostel, faz amizade e pensa: que cara legal!

Daí você sai pra um rolê com esse cara e tã-tã-tã-tãããã: Esse porra é loco!

Veja como conheci uma figura dessa em minha passagem por Maceió.

Pajussara

Cheguei em Macéio com a idéia de “andar de jangada”. Esse era um dos passeios que dá pra fazer na orla de Maceió eu sempre quis velejar e a jangada é o meio mais roots.

Logo após o check in, fui direto para a praia de Pajussara, onde partem as jangadas em direção as piscinas naturais. Como já tinha visto piscinas naturais em Maraú, na praia de Taipu de Fora, o que me interessava mesmo era a jangada.

Por sorte estava na hora certa, pois a maré estava baixa, necessário para ir as piscinas. Apesar do passeio de jangada ser bem curto, 15 minutos mais ou menos até as piscinas, deu pra curtir. É gostoso ir navegando somente com o barulho da água e do vento.

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O barquinho vai…

As piscinas naturais também são legais, tem um banco de areia, onde as jangadas param e todos descem e as piscinas ficam em volta. Forma uma farofada em pleno mar. Vendem breja, churrasquinho, drinks, muito engraçado. Aluguei um óculos, snorkel e curti o mergulho. Não vi tantos peixes mas gostei.

Cristiano Carrozzi adicionou foto de Maceió Foto 2
… a farofada vai junto

Ao voltar para o hostel encontrei o Manuel, um português que estava de mudança de Maceió para Canoa Quebrada e acabou sem casa um dia, por isso ficou no hostel. A mulher dele estava na casa da mãe em Maceió mesmo e pelo jeito não gostava dele. Cara gente boa e fez questão de ir comigo tomar uma breja na orla à noite.

Cristiano Carrozzi adicionou foto de Maceió Foto 3
A bela orla de Maceió

Não quis fazer os passeios para o litoral sul de Maceió, não achei que pegar estrada, andar uns 30, 40 km pra ver praia estando nas boas praias de Maceió valesse a pena.

Por isso no dia seguinte fiquei em Maceió mesmo. No hostel apareceu outro cara, o Bruno. Quando me falou que participava de um grupo que tomava Santo Daime achei muito interessante e conversei muito sobre isso com ele.

Dei uma volta na praia e quando voltei vi o quanto ele é doido. No bom sentido claro! Ele encontrou um morador de rua e o levou para o hostel para preparar um rango pra ele. Me chamou pra acompanhar e ficamos conversando com seu Alfredo. Os anos na rua já fizeram efeito em seu Alfredo pois claramente ele “voava” de vez em quando. Á noite fomos no El lugar uma baladinha rock, com uma ótima banda. Tocaram vários clássicos com muita qualidade. Muito bom!

Os impostores

E eis que na manhã seguinte logo após o café, fico sabendo através do Bruno que estava tendo uma etapa do Circuito Brasileiro de Volêi de praia, e uma mulher que o Bruno estava meio apaixonado estava nesse jogo e ele inventou de ir lá encontrá-la, me chamou e eu fui.

Era o dia das finais, feminina e masculina, chegamos com tudo já começado e a arena montada na praia estava totalmente lotada! O jogo era gratuito e mesmo com o jogo começado ainda tinha fila pra entrar.

Ao olhar para a situação e vendo que não tinha como entrar por ali, o Bruno inventa de entrarmos como o impostor! Sim meus amigos, o cara assiste muita televisão. Na hora só pensei numa coisa: vai dar merda isso!

O maluco foi no carro e voltou com uma câmera semi-profissional e um notebook e a idéia era entrarmos como imprensa! Ao ver a área vip o maluco foi entrando sem dar satisfação, o segurança na hora barrou e ele na maior cara de pau:

– Imprensa, tô atrasado!

O segurança viu o tremendo agá e já estava se preparando para nos enxotar como num desenho do Pica-Pau. O Bruno perguntou então onde entrava a imprensa e o cara apontou pra outra direção.

Fomos pro lado indicado mas ao invés de ir na imprensa o Bruno entrou direto na área de convidados, o segurança pensou em perguntar alguma coisa e ele já lá em cima na rampa:

– Imprensa! Imprensa!

E eu fui no vácuo. Não é que essa palhaçada de impostor funciona mesmo? Entramos na arena e ainda ficamos numa área técnica onde as duplas gravam os jogos para analisar depois.

Cristiano Carrozzi adicionou foto de Maceió Foto 4

Ficamos lá no migué, ele tirando foto e eu com cara de idiota com o notebook na mão. Vou confessar, tava com medo de chegar um segurança e nos enxotar de forma vergonhosa.

Pior que isso não aconteceu, quando entramos a final masculina ainda estava no 1º set e ficamos ali até o final. Para completar a cara de pau gigante, no final do jogo o Bruno invadiu a área de jogadores para pedir a camiseta do melhor jogador da final e conseguiu!

O cara chama Bruno também. No fim ele nem procurou a mina e fomos andar pela orla, ele com o troféu dele: a camiseta.

Cristiano Carrozzi adicionou foto de Maceió Foto 5
Os impostores! Imprensa! Imprensa!
Cristiano Carrozzi adicionou foto de Maceió Foto 6
Bruno com a camiseta do Bruno (sim, o que depois foi campeão olímpico)

Eu aproveitei e tomei pela primeira vez um caldinho de sururu. Delícia! No dia seguinte fui na praia de manhã e quando voltei o Bruno já tinha ido embora. Deixou um recado legal e eu fiquei com a sensação que ia encontrar esse cara de novo. Será?

Quer saber mais algumas das minhas aventuras em viagens? Dá uma olhada aqui!

Abraço!

- - - -

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COMENTÁRIOS:

Lou Mariano

Lou Mariano comentou 2 anos atrás

Adorei seu texto, vc escreve de um jeito leve e divertido! E q aventura! Hahaha muito legal ler sobre as experiências de outros viajantes. :D

Rosana Oliveira

Rosana Oliveira comentou 2 anos atrás

hahaha, boa história, tambem ja conheci um doido da eslováquia...em londres...o doido tocava na rua...a cama dele no hostel era cheio de moedas....ele dormia em cima delas mesmo e largava tudo por la....

Cristiano Carrozzi

Cristiano Carrozzi comentou 2 anos atrás

Rosana Oliveira em outra viagem, em Myanmar, conheci um muito mais doido, um argentino, kkk. Depois vou contar essa.

Cristiano Carrozzi

Cristiano Carrozzi comentou 2 anos atrás

Lou, entra no meu blog que tem mais textos, você vai gostar.

Rosana Oliveira

Rosana Oliveira comentou 2 anos atrás

vixii ... em Berlim tinha um argentino no hostel, com um cavaquinho, sim um argentino com cavaquinho, ahahahhaah que ficava tocando em todo local...

Sola no Mundo

Sola no Mundo  comentou 2 anos atrás

Nossa ri demais! Muito bom! Muito cara de pau

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