Minha relação com o mar e a liberdade


 Natal  

 Não tenho milhares de histórias pra oferecer, não tenho um histórico de viagens no exterior, mas sou apaixonada por cada viagem que faço. Uma das viagens que foram mais importantes para mim foi a Natal, uma cidade pela qual sou apaixonada e em breve estarei indo pela terceira vez. O que aqui vou contar não é tão palpável, é algo mais subjetivo...
  Na primeira noite que passei em Natal, uma tristeza bem esquisita tomou conta de mim, pois era uma época um pouco depressiva da minha vida , então passei toda a madrugada chorando e escrevendo textos. A casa que eu ocupava estava bem cheia, todos dormindo, e eu me sentindo a pessoa mais sozinha do universo, quase não dormi. Então, do nada, comecei a pensar em porque eu amo viajar,e em como aquela cidade é linda e eu deveria dormir para aproveitar tudo direitinho. Quando lembrei que estava mesmo viajando, uma paz veio e consegui dormir.
   Dois dias depois, com duas madrugadas bem regadas de músicas depressivas, a minha família decidiu ir a algumas praias. ''Finalmente'', pensei. No caminho, dentro do carro, só me sobrava ansiedade para ver um dos meus elementos de liberdade depois de um ano: o mar. Quando chegamos, me afastei de todos e fui correndo em direção à água... assim que a primeira onda bateu no meu corpo, eu me senti mais livre do que nunca, tão leve... como se todo o peso das noites complicadas tivesse sido tirado das minhas costas pela água, como se fosse outro mundo! Lembrei mesmo porque amo tanto viajar. Percebi que eu viajo porque quando o faço, eu sou mais eu do que nunca, eu me liberto de qualquer coisa de mal que possa acontecer, sou mesmo do mundo, mesmo ainda não tendo conhecido tanto dele. E os dias se passaram assim... com o mar sempre a me acompanhar, e o céu e a areia fazendo aquele combo perfeito, e não havia nada mais que eu pudesse desejar que não fosse estar ali naqueles momentos... a praia realmente sempre teve o poder de dar aquela lavada na minha alma e me dar inspiração e vontade de continuar sonhando nessa vida tão complicada de hoje em dia.
 
Iandra Mikaelly adicionou foto de Natal Foto 1
 
   Sei que não é ''a aventura'', mas acho que não haveria nada melhor para mim do que escrever sobre uma viagem tão especial. Cantei para o mar, que é uma coisa que eu particularmente adoro fazer, principalmente em praias tranquilas, eu parecia até eterna, era como ter alguém especial, como se eu estivesse contando um segredo guardado durante toda a minha vida para alguém em quem eu podia confiar. O vento nos cabelos, a água formando a melodia e minha voz me excluindo do resto do mundo e ao mesmo tempo me envolvendo e me tornando parte daquilo tudo. Parecia que eu estava em casa. Vivi ali o auge da minha alegria logo no início do ano. Aquela imensidão de água se tornou um refúgio desde que o conheci, aos 12 anos de idade. Um lugar diferente dos outros em que eu costumava me esconder, um lugar de paz e encanto,onde eu podia esquecer as fases difíceis e juntar os pedaços de alegria para formar felicidade, apesar de tudo.
   Fiz amizade com algumas pessoas, em especial um homem que vende pulseirinhas e se diz a ovelha negra da família. Eu acho que dificilmente me entusiasmo com alguém como me entusiasmei conversando com ele. A verdade é que sou mesmo a exceção de quase todas as regras da minha família. A gente conversou um pouco e pude ver que eu não deveria desistir dos meus sonhos, de percorrer o mundo e de ser alguém diferente das pessoas acomodadas com o cotidiano. Aquele cara com certeza não era um acomodado, pelo contrário, ele parecia livre e firme em suas palavras.
   Sei que falei mais sobre mar, mas claro que Natal não é só praia. Tem atividades radicais, que é uma grande paixão minha. Tem shoppings de artesanato, que sempre possuem artigos bastante interessantes... ah, e claro, até Janeiro pelo menos, tem a Árvore de Natal, que fica na cidade mesmo, onde existem diversos tipos de comida e lojinhas, em volta de uma torre. É muito lindo por lá, e pude apreciar muita música ao vivo e descontrair.
   Comprei três pulseirinhas para simbolizar a viagem (sempre compro pulseiras para simbolizar coisas especiais), uma delas foi levada pelo mar e das duas que sobraram, uma delas não tiro nem para dormir. 
Sempre que me lembro de tudo dou aquele sorriso, porque em Natal a minha virada de ano foi outro clima, muito melhor do que as outras viradas em outros lugares, que também não deixam de ter sua importância...
   Agora estou muito animada para o próximo verão, quando voltarei aos meus ''elementos liberdade'' e pretendo voar de parapente, para provar de uma nova sensação que sou muito curiosa para conhecer. A primeira viagem foi mais aventureira,mas a segunda, que foi a que relatei, teve esse enorme impacto dentro de mim, que acho importante. Sei que aquela cidade (e muitas outras!) reserva uma nova aventura e mais sensações para a próxima viagem, e assim espero que seja...

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