Pombas e pompas de Milão


 Itália, Milão, Piazza del Duomo    1840 visualizações

Bruno Molinero adicionou foto de  Foto 1

Catedral de Milão, na Piazza del Duomo (Fotos: Bruno Molinero)

Milão é uma cidade cheia de frescura. Não se espirra sem ter às mãos os últimos lenços da Valentino, Gucci, Prada, Armani ou Dolce & Gabana. Basta virar a esquina para tropeçar em uma loja de design que vende pregadores de roupa a mais de cem euros cada um. Ao pedir um simples café, não se surpreenda se a opção mais simples do cardápio for um capuccino espumante polvilhado com cacau e acompanhado por pequenas bolachinhas inspiradas no aroma do profiteroli.

Por isso o meu susto ao perceber que, no meio de tanto requinte, uma das atrações favoritas dos turistas são… as pombas.

Bruno Molinero adicionou foto de  Foto 2

Pombas da Piazza del Duomo

E não aquelas pombas branquinhas, simpáticas e cheirosas. Pomba gourmet, de mágico. Muito pelo contrário. Pombas cinzas, sujas, com falhas imensas nas penas, faltando um olho, patas retorcidas. Verdadeiros ratos com asas amontoados nos braços e cabeças dos visitantes estrangeiros, que fazem pose para foto na Piazza del Duomo com os bichos pelo corpo. Alguns até se arriscam a bater uma selfie salpicados de aves deformadas, como se fossem um poleiro de esgoto.

Sentado em frente à imponente catedral de Milão, não conseguia tirar da cabeça que aPiazza del Duomo nada mais é que uma praça da Sé, de São Paulo, na Itália. Pessoas apressadas por todos os lados, batedores de carteira e ambulantes. E é aí que entram as pombas.

Com um pouco de milho e habilidade, imigrantes conseguiram domesticar os passarinhos da sarjeta. Esperando uma bela recompensa em comida (milho é uma das últimas coisas ainda baratas em Milão e, portanto, acessível às comunidades mais pobres), as pombas se amontoam nos turistas ao menor assovio dos domadores.

Passa uma mulher loira de 50 e poucos anos acompanhada de seu marido de camiseta polo azul, shorts branco, sapatênis sem meia e máquina fotográfica no pescoço, e logo um negro alto surge ao lado da senhora, dá um assovio e coloca alguns grãos de milho nas mãos dela. Em poucos segundos, pombas e mais pombas voam para cima da mulher, que segura três ou quatro e apoia outra na cabeça. O marido tira fotos, orgulhoso. A mulher sorri feliz com a habilidade dos bichinhos.

Aparece uma família japonesa, e um indiano segue o mesmo protocolo de seu colega. Assovio, milho e aves cinzentas no ombro da filhinha com boné do Pikachu. E, claro, uma metralhadora de fotos disparada pelos pais.

Às pombas, o milho. Aos encantadores de pássaros, algumas moedas e notas em euro. E assim segue a tarde em Milão, cheia de pompas e pombas.

Bruno Molinero adicionou foto de  Foto 3

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COMENTÁRIOS:

Ricardo Carvalho

Ricardo Carvalho comentou 1 ano atrás

nunca entendi e nunca vou entender como o povo pode tirar foto com um bicho sujo e que trás doença.... alias quase briguei com um desses caras que após mil vezes falando não em frances ingles e portugues q nao queria milho muito menos uma fitinha no braco.. e que eu nao ia dar nenhum trocado pra ele... ¬¬


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