No primeiro dia, o primeiro perrengue.


 Madri, Madrid  

Esta é mais uma história dos clássicos perrengues que você vai ter em uma viagem. Ele aconteceu em outubro de 2012 mas começou em 2009 quando eu morava na Austrália. Morando lá conheci diversas pessoas do mundo todo mas nesse caso os personagens são o Cayo e o Alessandro. O Cayo virou meu melhor amigo aqui de volta ao Brasil e o Alessandro vira e mexe chamava a gente para baladas.

Quando em 2012, 2 anos após o nosso retorno ao Brasil, eu o Cayo decidimos fazer nossa primeira eurotrip e rever alguns amigos que conhecemos na Australia, o Alessandro era um deles. Ele estava morando em Madri pois fazia pós graduação, e morava numa “share-house” e como o dono estava procurando mais uns para morarem, ele cedeu o local para nós. Nos enviou o endereço e iríamos pagar assim que chegar. Então tudo perfeito ! Chegaríamos em Madri, nossa primeira cidade, e já teria algum amigo para receber e ajudar a gente.

E para completar a onda de sorte, um amigo da família trabalhava na Cia aérea e deu um acesso à sala vip antes do embarque. Então comida e bebida a vontade antes do vôo (apesar da nossa ressaca da festa do dia anterior...)

Eis que na sala Vip parece que a sorte começa a mudar: Na TV o noticiário internacional mostra manifestos e protestos e greve em Madri. Sim, no exato local que é nosso primeiro destino está acontecendo  aquela balburdia. Eis que o otimismo fala: “o vôo é longo, até chegar lá já acabou...” o jeito enfim, era realmente esperar e chegar.

No avião, não tinha TV individual, então o melhor mesmo foi durmir e curar a ressaca.

E então, chegamos em Madri, em torno de 7 da manhã. Pegamos o trem e vamos para o centro da Cidade. Estava vazia, apenas os garis limpando a maior sujeira em todos os cantos da rua. Parecia que tinha acontecido uma festa, um festival. Enfim, cheiro ruim e sujeira para todo lado. Andando entre tantas ruas e ruelas e becos, achamos a casa. Exaustos, malas nas costas, e querendo um banho e uma cama, apertamos o interfone do prédio. Ah, os números não estavam legíveis. Apertamos aquele que achamos que era o correto e nada... Eu e Cayo falamos inglês mas nada de espanhol... tentamos um outro apartamento e quando alguém atendeu, falamos o nome do dono e do Alessandro, mas nada.  Por sorte, uma moradora estava saindo e nos ajudou. Deixou a gente entrar e indicou provavelmente o apartamento em que viviam 3 jovens estudantes. Subimos as escadas e batemos na porta, e nada.

Acho que ficamos 1 hora e meia nesse prédio, ligávamos também e nada. Por fim me estressei e pegamos a mala e fomos para um hostel que eu já tinha pesquisado para futuras emergências. Por sorte chegamos lá e tinham quartos disponíveis e foi ótimo.

Finalizando, o Alessandro nos ligou e nos achou a tarde. Eles estavam durmindo, por isso não ouviram... Fiquei muito bravo mas depois todas as festas e passeios que ele nos levou valeram a pena. Por sorte o perrengue foi no primeiro dia e o resto do mês foi sensacional.....

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