Encontro com Tubarão - Hawaii Shark Encounter


 Havaí  

No início desse ano eu e minha esposa estávamos viajando pelo Hawaii e no roteiro estava programado um passeio de helicóptero sobrevoando a ilha de Oahu. Por uma triste coincidência do destino na manhã do passeio, poucas horas antes, o helicóptero em questão se envolveu em um acidente e todos os voos seguintes foram cancelados. Assim ia por água abaixo um dos highlights da nossa viagem, um mix de aventura com apreciação do ápice da beleza local.

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Esse passeio havia sido contratado pelo Groupon, então resolvi dar uma conferida no site se não havia alguma outra atração que pudéssemos substituir o passeio cancelado. Nada chamava muito a minha atenção até ler a seguinte oferta: Shark-Cage Diving Encounter. E o primeiro pensamento foi: Por que não? Comecei a ler as reviews e todo mundo indicava o passeio, como uma experiência completa, com uma pitada de adrenalina, bastante conscientização e garantia de satisfação.

Há algum tempo eu e a Thay, minha esposa, optamos por não participar de passeios envolvendo animais. Não queremos incentivar o turismo que se baseia na exploração da fauna. Não julgamos quem o faz, até porque já participamos anteriormente em várias ocasiões. Apenas decidimos evitar daqui em diante. De qualquer maneira, esse caso era diferente, os presos na história toda são os humanos. E fui buscando mais informações onde constava que a prática em questão não afeta o ecossistema.

Apesar de ser um programa familiar, conforme os comentários de quem já foi, incluindo a participação de muitas crianças, a Thay decidiu esperar na praia. Não queria correr nenhum risco. Já eu mergulhei, literalmente, nessa aventura e resolvi ir olhar de perto um dos animais mais temidos pelo ser humano.

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O passeio é promovido pelo Hawaii Shark Encounters, localizados em Haleiwa, na North Shore havaiana. E dessa vez eu estava com sorte, pois reservei o passeio justamente em um dia em que pôde ser realizado, depois de duas semanas de cancelamentos seguidos por conta de muita onda ou muito vento. Sem contar que a previsão pro dia seguinte era de não acontecer novamente, pois estava entrando um dos maiores swell, com ondas gigantes, na costa norte de Oahu.

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O encontro é em uma gaiola localizada cerca de 20 minutos de barco do píer de Haleiwa. São grupos de aproximadamente 6 pessoas de cada vez, que entram na gaiola e encaram frente a frente o “predador dos mares”. O nosso encontro contou com sete tubarões galápagos, de aproximadamente três metros de comprimento. Junto deles um pequeno sand shark, de cerca de um metro.

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A experiência é realmente incrível! Eu diria que é imperdível. Pode parecer exagero, mas ter esse encontro, olho a olho, só demonstra o quanto somos injustos com esses animais. Essa experiência desmistifica o papel de “assassino” dada a essa espécie, que tem um papel muito importante no equilíbrio de todo o ecossistema marinho. Na realidade, os tubarões não costumam caçar, eles normalmente se alimentam pelo caminho mais fácil, comendo coisas deterioradas ou caçando peixes machucados. A caça é o último recurso, onde a presa normalmente é escolhida pelo tamanho, preferencialmente muito menor que a do tubarão em questão. Até porque a média da refeição é de apenas 1% dos seus pesos, que ajuda a manter a energia pra que eles possam nadar cerca de 60 milhas por dia.

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 Confira os vídeos:

https://youtu.be/_hPlHV7ugLo

https://youtu.be/PalgzY5HLxE

https://youtu.be/LqjkPMUo1Yw

https://youtu.be/Yj6h5ZYGDGw

https://youtu.be/QAIdn8-lIes

Uma verdade é que os tubarões são muito curiosos. E vale lembrar que eles não tem mãos, então a boca é a saída pra identificar melhor as coisas. E mesmo eles tendo uma visão até sete vezes melhor que a do ser humano, é sempre bom evitar cair na água, porque acaba gerando bolhas e curiosidade. O ideal pra entrar na água com tubarões é deslizando, sem gerar barulho e bolhas, onde o animal pode identificar facilmente o ser humano, que não está na sua lista de refeição.

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A sensação é que a gaiola pouco importava pros tubarões, assim como a nossa presença. Eles nadavam ao nosso redor sem nos dar a mínima importância. Provavelmente a mesma reação aconteceria se estivéssemos sem as barras pra nos proteger. Mas acho que ninguém ali estava disposto a se arriscar dessa maneira. Na realidade, em Haleiwa existe a possibilidade de mergulho com cilindro com os tubarões, fica a dica pra quem tiver interesse e a certificação.

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Outro ponto muito legal nessa experiência foi a de ouvir o canto das baleias humpack. Primeiro eu pensei estar ouvindo o barulho da jaula, mas depois foi confirmado ser o canto das baleias e consegui ouvir com maior nitidez. No caminho de volta uma das baleias até chegou a aparecer uns cem metros a frente do nosso barco, mas foi questão de segundos e logo sumiu pelo oceano.

Todas as informações e conscientização foi passado pelo pessoal que nos guiava no barco, que eram bem atenciosos e ressaltavam a importância de cuidarmos dos tubarões. Eles frisavam a todo momento que o tubarão não é assassino, e que esse papel está sendo muito bem representado pelo ser humano, exterminando os tubarões dos mares. Anualmente o homem mata milhares de tubarões, enquanto houveram apenas 98 ataques de tubarões aos seres humanos em 2015. Desses ataques, uma pequena minoria acaba em morte.

Em resumo, recomendo muito esse passeio a todos que estiverem passeando pela ilha de Oahu. É uma experiência completa!

Mahalo!

Érick Luchtemberg.
 

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COMENTÁRIOS:

Caio Martins

Caio Martins comentou 6 meses atrás

Cara que relato legal! Mandou muito! :)


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