Como se curar do estresse de São Paulo numa viagem rápida


 Serra Negra  

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Guarulhos, Sexta-Feira, 5:44 da manhã

Abro os olhos rezando pra ainda ser cedo o suficiente pra dormir mais umas boas horas. Essa semana foi difícil e o sono acumulado tá acabando comigo. Minhas preces, contudo, não foram ouvidas.

5:45

O despertador toca. Agora não, sério! É a terceira vez na semana que acontece essa palhaçada de acordar 1 minuto antes do horário. Meu relógio biológico também tá contra mim, pelo jeito... Mas dessa vez não! Mais 5 minutos...

5:50

Já??? Como assim? Não... Só mais 5.

5:55

Acordo de vez. Estou muito mais cansado do que há 11 minutos e, por isso, me sinto um idiota. Tomo coragem e começo o dia.

Banheiro, privada, água no rosto, escova-de-dentes, traje social (perfeito para um país tropical nesse nosso verão prolongado de abril), cozinha, café preto sem açúcar, olhar de nojo na pilha de louça acumulada que não tive tempo - ou coragem - de lavar e tchau.

6:10

Ladeira, suor, olhar relógio (6:10! PQP!!!), apertar o passo, mais suor, respiração ofegante, correr numa rua de paralelepípedo com sapato social e chegar no ponto 15 segundos depois que o ônibus saiu. Legal.

6:25

Bumba lotado e congestionamento na Dutra: o de sempre. Metrô na Armênia sentido Jabaquara, descer na Luz, Linha Amarela até a gloriosa e pomposa Faria Lima.

7:58 – 18:50

Trabalho, trabalho e trabalho (um pouco de facebook, e-mail e umas dicas no Dubbi também, porque ninguém é de ferro).

Já no fim do expediente, eu me preparando psicologicamente pra enfrentar o bate-cabeça do metrô e o trânsito até Guarulhos, recebo uma mensagem da minha namorada dizendo que estava chegando de carro com as malas. Respiro aliviado e lembro que a gente ia viajar.

Do trânsito mesmo não deu pra fugir, porque, até sairmos da cidade, participamos por quase uma hora do congestionamento envolvente e inevitável do rush da sexta-feira. Mas foi só chegar na Bandeirantes e a viagem fluiu super bem. Seguimos as placas de Jundiaí, Itatiba, Morungaba, Amparo e, finalmente, Serra Negra. Logo na entrada da cidade, viramos à esquerda na Estrada dos Macaquinhos e, depois de uns 5 minutos, chegamos no nosso destino: a Pousada Holística Makia.

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O lugar foi indicação de um amigo do trabalho que, preocupado com o crescimento das minhas olheiras e pelos meus cada vez mais frequentes tiques nervosos, sugeriu a pousada para que eu relaxasse um pouco e conhecesse o seu “conceito holístico”. Não sabia o que significava “holístico”, mas aceitei a dica.

Logo que chegamos ao local eu percebi o que meu amigo queria dizer e, na verdade, pensei até que ele foi bem modesto quando disse que eu ia relaxar “um pouco”. É impressionante como todo o estresse e cansaço acumulado da romaria cotidiana de São Paulo simplesmente desapareceram... Eu não sei se por causa do “Feng Shui” da pousada, com seus incensos e objetos místicos, pelo simples fato de sair da rotina massacrante, pelo ar do campo ou por tudo isso junto. Só sei que fiquei MUITO relaxado só de pisar lá.

Fomos recebidos pelos donos do lugar, que são um casal super simpático. Depois de conhecer os principais pontos da pousada, ficamos descansando por um tempo em uma das redes da sacada, apreciando o céu estrelado e fomos capotar no nosso chalé em seguida.

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No dia seguinte, nada de despertador, correria, empurra-empurra, ansiedade. Eu tinha todo o tempo do mundo e aproveitei tudo que a pousada oferece: meditei na pirâmide pra “regular meus chakras”, fiz a massagem ayurvédica e com pedras quentes, que curam tanto o corpo físico quanto o “campo sutil” e simplesmente relaxei na piscina, nas redes e nos puffs da sala de estar, curtindo os mantras que colocavam como som ambiente. Como disse antes, não sei nada sobre esse conceito holístico, fui pra lá até meio cético, mas só sei que a proposta deles funciona e muito bem. Você sai de lá completamente renovado.

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De noite, depois de um bom vinho e dois caldos deliciosos (sem exagero, foram os melhores caldos que já provei e to com água na boca só de lembrar), foi organizada uma “dança circular” em que todos os hóspedes participaram. Eu e minha namorada fazíamos aniversário naquela semana – eu sou do dia 06 e ela do dia 10 de abril – e, por conta disso, ficamos no centro da roda de mãos dadas, enquanto o restante do grupo dançava ao som de mantras e hinos. Foi uma experiência nova para nós, mas muito interessante.

Além da parte holística, o clima da pousada é caseiro e aconchegante. A própria família dos donos atende os hóspedes e prepara a comida, tudo de um jeito atencioso e com muito zelo, o que te faz se sentir em casa. No fim da estadia, ainda apareceram com um último mimo: um bolo de aniversário surpresa.

Cheguei em casa sem olheiras e tiques, com coragem pra lavar a louça acumulada na pia e com a certeza de que ia voltar pra pousada em breve.

 Pra quem quiser conhecer um pouco mais do lugar, aqui está a página deles na rede mundial de computadores: http://www.makia.com.br/

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COMENTÁRIOS:

Vivian Akabane

Vivian Akabane comentou 7 meses atrás

Sensacional a dica e sua experiência!!! Obrigada!

Martha Sousa

Martha Sousa comentou 6 meses atrás

Parabéns pelo texto. Envolvente e divertido. Ah....adorei a foto querendo assassinar o despertador...kkk


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