Atacama, no Chile, mistura deserto, vulcões, gêiseres e céu estrelado


 San Pedro de Atacama  

San Pedro de Atacama é um pequeno povoado que serve como porta de entrada para o deserto do Atacama, no Chile, um dos lugares mais secos do mundo. Vale a pena passar uma tarde explorando o vilarejo como brinde, mas são as belezas naturais do Atacama que atraem os turistas.

San Pedro de Atacama
Ruas de terra e casinhas simples. Assim é o pequeno vilarejo de cerca de 2 mil habitantes encravado na entrada do Atacama, no Chile. Boa parte dos moradores e da renda local vem do turismo, portanto, é comum esbarrar com guias e funcionários de agências a cada esquina.

O Museu Arqueológico Padre La Paige, a igreja de San Pedro, a fortaleza Pukara de Quitor e o centro de artesanato são opções de passeios na cidade. A cidade conta com hostels, campings, restaurantes e cafés, ótimos para fazer um pit stop antes de começar as aventuras no deserto de Atacama. Como os passeios são longos, o mais comum é ir e voltar de San Pedro do Atacama o tempo inteiro.

Onde ficar
Em San Pedro do Atacama, as viajantes Bárbara e Clarissa recomendam o Hostal Takha Takha, na Calle Caracoles, rua principal. Custa US$ 76 a diária para o casal em quarto com banheiro privativo e café da manha. De aspecto simples, tem wi-fi no lobby, piscina e a conveniência de ser em uma região muito central.

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Salar do Atacama
Apesar de menos famoso que seu vizinho Uyuni, o Salar de Atacama é um lugar que deve ser visitado. Muitos viajantes optam por ir até ele de bicicleta, partindo da rua principal de San Pedro de Atacama (existem muitas opções de aluguel de bike). São mais ou menos 20 km de distância, portanto, só deve fazer isso quem tiver um fôlego bom para suportar a volta.

É de extrema importância levar água doce para se lavar e hidratar após a permanência no Salar de Atacama, pois o corpo fica coberto de (muito) sal. É tentador dar um mergulho nas águas do salar, mas não é nem um pouco recomendado. A vista do branco do sal no chão com o azul do céu promove um encontro de rara beleza - sem contar os vulcões imponentes vistos à distância.

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Valle de la Luna e Valle de la Muerte
Visitar o Atacama, e não conhecer esses vales é como ir para o Rio de Janeiro e não ver o Cristo Redentor. Tratam-se de enormes paredões de pedras, compostas por rochas salinas, e misturada com dunas de areia. Por ser alto, proporciona vistas panorâmicas do deserto. O pôr do sol de cima dos vales é considerado o mais bonito do Atacama, e por isso é o momento em que mais recebem visitantes.

O Valle de la Muerte tem o terreno árido, alaranjado, e irregular. Lembra o planeta vermelho, tanto que seu apelido é “Vale de Marte” - a Nasa, inclusive, faz testes com equipamentos em pleno Atacama, antes de mandá-los para lá.

O Valle de la Luna, como o nome diz, tem uma formoção rochosa que lembra nosso astro. “Com um pouco de imaginação, dá para pensar que está mesmo na Lua”, diz o viajante Alexandre Pitta, que visitou o Atacama. Ele conta que tem um local onde é possível tirar fotos deslumbrantes em uma pedra típica do desenho do Papa Léguas. Os guias sempre param neste local - se não parar, cobre-os.

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Gêiseres
É preciso disposição para visitar os Gêiseres del Tatio, no deserto de Atacama. As condições são bastante adversas: 4.300 metros de altitude, temperatura abaixo de zero, e é preciso sair da cama de madrugada. O caminho é cheio de curva, leva umas duas horas do centro de Atacama, e a van chacoalha o tempo inteiro.

Com tantos percalços, por que visitar um, então? O viajante Alexandre Pitta tem a resposta. “É algo que não temos no Brasil. Vale muito pelo visual e pela sensação”. E, de fato, será uma dos passeios mais repleto de sensações a serem feitos no Atacama.

O fenômeno, da água em forma de vapor sendo expelida do chão, começa por volta das 6h. Enormes fumaças saem de pequenas fendas, muitas vezes na velocidade de um jato de mangueira comprimido, e atingem até 10 metros de altura e 80ºC. Conforme o céu vai ficando azul, o espetáculo vai mudando de cores. No fim, um brinde que só o Atacama, pode proporcionar: um mergulho nas piscinas termais com água a 40ºC.

Flamingos
A primeira impressão quando se fala em deserto do Atacama, é sol, calor, sal, terra. Mas não é só isso: as Laguna Meñique e Miscanti, que têm uma comunicação subterrânea interligando-as, dão um um tom azulado e distoam da paisagem do local.

Ambas são habitat natural de flamingos, tanto que o lugar se chama Reserva Nacional dos Flamingos. As aves, vermelhas, se alimentam de microorganismos vermelhos presentes na água das lagoas. Por isso não estranhe a coloração ligeiramente avermelhada desses animais - os guias irão explicar que é apenas a natureza em estado bruto fazendo seu serviço no deserto do Atacama.

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Céu do Atacama
Para encerrar a visita ao Atacama, deve-se observar o céu estrelado da Via Láctea, cuja impressão é de se olhar o infinito. O país é uma referência em estudos astronômicos no mundo. No centro de San Pedro de Atacama há algumas opções de passeios noturnos promovido por agências, que saem por volta da meia noite, quando a escuridão é mais plena. O observatório San Pedro de Atacama Celestial Explorations é um dos mais indicados. A visita custa em torno de R$ 110.

Lembretes de mãe: não esqueça de levar um agasalho para usar à noite, pois, assim que o sol se vai, a temperatura cai abruptamente no deserto do Atacama.

Outro item indispensável na mochila de viajante é um hidratante, pois o clima árido da região do Atacama, combinado com visitas a salares, deixa a pele extremamente ressecada - isso vale para homens também, certo?

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