Alter do Chão, um vilarejo com praias paradisíacas em plena Floresta Amazônica


 Alter do Chão  

Praias de areias brancas e fofas e águas límpidas com azul próximo ao cristalino. Parece a descrição de uma praia paradisíaca no litoral do Nordeste, mas isso é no meio da floresta amazônica. São as praias do rio Tapajós de Alter do Chão, distrito de Santarém, norte do Pará, considerada uma das praias de água doce mais bonitas do Brasil.

É um destino cada vez mais buscado por turistas brasileiros e estrangeiros. Por isso selecionamos dicas do que fazer por lá e contamos qual a melhor época.

Como chegar
Santarém está localizada no encontro do rio Tapajós com o Amazonas - os rios não se misturam e é possível ver perfeitamente a divisão: o azul claro da água do Tapajós ao lado da água marrom do Amazonas.

Existem várias maneiras para chegar até Alter do Chão. A mais rápida são voos regulares para Santarém. De lá até Alter a corrida de táxi custa R$ 80 e o ônibus R$ 2,50 em um percurso de 38 km pela rodovia Everaldo Martins. Também dá para chegar de barco saindo de Santarém, Manaus ou Belém, para os mais aventureiros.

Caio Martins adicionou foto de Alter do Chão Foto 1

Quando ir
A melhor época para visitar Alter do Chão é de agosto a novembro, quando a chuva dá uma diminuída e as praias voltam a aparecer. Nessa época a agitação volta a tomar conta de Alter do Chão. O viajante que quiser ir em outro período tem ainda bastante opção para fazer, mas nada que envolva praia, pois elas estão submersas com a água do rio Tapajós.

Onde ficar
O viajante pode optar por se hospedar na própria vila de Alter do Chão ou nas praias ao redor. Ambos contam com pousadas simples, mas aconchegantes.

As praias
A principal praia é a Ilha do Amor, que só existe entre agosto e dezembro, e chega a ter 10 km de extensão. É ela que faz o lugar receber o apelido de “Caribe amazônico”, devido a cor azul da água do rio Tapajós, que não é comum na região norte, com rios marrons geralmente. Está situada próxima ao centro de Alter do Chão.

A praia do Pindobal fica no município de Belterra, a apenas 7 km de Alter do Chão por estrada de terra. Assim como Alter, possui bares na orla e areias claras, mas o movimento é bem menor, ideal para quem quer fugir de agito. Para chegar até lá, barqueiros fazem passeios, que passam por locais pouco explorados da região. Em Belterra também tem a praia de Cajutuba, rodeada de belas dunas e lagos, e tão isolada quanto Pindobal.

Outras praias de Alter do Chão que merecem a visita se sobrar tempo: Ponta do Cururu, Ponta do Muretá e Ponta das Pedras. Em todas elas, pousadas dão a possibilidade de prolongar a estadia, já que não são tão proximas do centro.

Todos os passeios de barcos para essas praias podem reservados na associação de barqueiros em Alter do Chão.

Caio Martins adicionou foto de Alter do Chão Foto 2

Sairé
É considerada a mais antiga manifestação de cultura popular da Amazônia, pois acontece há trezentos anos, na época das missões evangelizadoras dos padres jesuítas. A festa é dividida em duas partes: durante o dia a parte religiosa e à noite a parte profana, com shows artísticos e danças. Imperdível é o confronto entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa. Esse ano o Sairé acontece de 15 a 19 de setembro.

“Se a pessoa não gosta de muvuca, recomendo não ir durante o Sairé”, afirma o viajante Márcio Lira, de Manaus.

Floresta Nacional do Tapajós (Flona)
Com 600 mil hectares bem preservados, é uma das principais unidades de conservação de toda Amazônia. Possui vários acessos, sendo o principal a partir do km 50 da BR-163. Contratar uma agência é bastante recomendado, pois não é fácil encontrar as entradas. Existem algumas modalidades de passeios, uns mais curtos que duram algumas horas, e outros mais longos que duram até dos dias, passando por praias e comunidades locais.  

Escola da Floresta
Nem só praias o visitante pode conhecer em Alter do Chão. Visitar a Escola a Floresta é ter contato com o conhecimento local e a cultura ribeirinha. O local recebe crianças de Santarém e Alter do Chão que moram em área urbana e não têm contato a floresta. Mas turistas são bem-vindos no lugar, uma área de mata preservada com atividades a casa do seringueiro, que mostra como era a vida na época da extração da borracha.

Já foi para Alter do Chão? Deixe uma dica nos comentários e inspire viajantes http://www.dubbi.com.br/perguntas/qual-a-melhor-epoca-para-conhecer-alter-do-chao#11749




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COMENTÁRIOS:

Relatos de Viagem  - Laís

Relatos de Viagem - Laís comentou 6 meses atrás

Que lugar lindo!

Caio Martins

Caio Martins comentou 6 meses atrás

Sim! Muito lindo mesmo!! :)

rute noguchi

rute noguchi comentou 5 meses atrás

Precisamos mesmo que se divulguem esses paraísos brasileiros. Parabéns!

Caio Martins

Caio Martins comentou 5 meses atrás

Obrigado Rute. Concordo com você. Temos que desbravar mais ainda o Brasil :)

Luzinete Rocha Luca

Luzinete Rocha Luca comentou 4 meses atrás

Conheci um andarilho(artista que viaja o mundo divulgando seus trabalhos de vários tipos, bijús com materiais do lugar onde ele está, pinturas em camisetas,etç) foi a primeira vez que ouvi falar de Alter do Chão pois não é muito divulgado(mas acho bom pra não acabar rápido,igual tudo que é bonito e preservado qdo o homem descobre ae já viu...) lembra, Morro de São Paulo(antes e depois) Itacaré(antes e depois) não existem mais vegetação só construções de pousadas e afins...por isso não gostaria que a estrada de acesso pra nossa Vila de Itaúnas(capital do forró) em Conceição da Barra-ES, continuasse de chão e não fazer asfaltos pois teria mais acesso de pessoas ae já viu. Bju.

Caio Martins

Caio Martins comentou 4 meses atrás

Luzinete, amei seu relato. Concordo plenamente com você. Eu tenho uma sensação um pouco confusa: do mesmo jeito que espero que esse paraíso (e tantos outros) continuem exclusivos, tenho a vontade de que outras pessoas sintam essa mesma sensação gostosa. Mas sempre existe esse problema: mais pessoas, menos cuidado com o paraíso. Infelizmente. Abraços!


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