Alter do Chão, um vilarejo com praias paradisíacas em plena Floresta Amazônica


 Alter do Chão    1210 visualizações

Praias de areias brancas e fofas e águas límpidas com azul próximo ao cristalino. Parece a descrição de uma praia paradisíaca no litoral do Nordeste, mas isso é no meio da Floresta Amazônica. São as praias do rio Tapajós em Alter do Chão, distrito de Santarém, norte do Pará, considerada uma das praias de água doce mais bonitas do Brasil.

É um destino cada vez mais buscado por turistas brasileiros e estrangeiros. Por isso selecionei dicas do que fazer em Alter do Chão e conto qual a melhor época para visitá-lo.

Como chegar
Santarém está localizada no encontro do rio Tapajós com o Amazonas - os rios não se misturam e é possível ver perfeitamente a divisão: o azul claro da água do Tapajós ao lado da água marrom do Amazonas.

Existem várias maneiras para chegar até Alter do Chão. A mais rápida são voos regulares para Santarém. De lá até Alter do Chão a corrida de táxi custa R$ 80 e o ônibus R$ 2,50 em um percurso de 38 km pela rodovia Everaldo Martins. Também dá para chegar de barco saindo de Santarém, Manaus ou Belém, para os mais aventureiros.

Caio Martins adicionou foto de Alter do Chão Foto 1

Quando ir
A melhor época para visitar Alter do Chão é de agosto a novembro, quando a chuva dá uma diminuída e as praias voltam a aparecer. Nesse período a agitação volta a tomar conta de Alter do Chão. O viajante que só puder ir em outros meses tem ainda bastante opção do que fazer em Alter do Chão, mas nada que envolva praia, pois elas estão submersas com a água do rio Tapajós.

Onde ficar em Alter do Chão
O viajante pode optar por se hospedar na própria vila de Alter do Chão ou nas praias ao redor. Ambos contam com pousadas simples, mas aconchegantes.

As praias
A principal praia de Alter do Chão é a Ilha do Amor, que só existe entre agosto e dezembro, e chega a ter 10 km de extensão. É ela que faz o lugar receber o apelido de “Caribe amazônico”, devido a cor azul da água do rio Tapajós, que não é comum na região norte, com rios marrons geralmente, carregados de sedimentos. A Ilha do Amor está situada próxima ao centro de Alter do Chão.

A praia do Pindobal fica no município de Belterra, a apenas 7 km de Alter do Chão por estrada de terra. Possui bares na orla e areias claras, mas o movimento é bem menor, ideal para quem quer descanso. Para chegar até lá, barqueiros fazem passeios, que passam por locais pouco explorados da região. Em Belterra também tem a praia de Cajutuba, rodeada de belas dunas e lagos, e tão isolada quanto Pindobal.

Outras praias de Alter do Chão que merecem a visita se sobrar tempo: Ponta do Cururu, Ponta do Muretá e Ponta das Pedras. Em todas elas, pousadas dão a possibilidade de prolongar a estadia, já que são mais afastadas do centro.

Os passeios de barcos para essas praias podem reservados na associação de barqueiros em Alter do Chão.

Caio Martins adicionou foto de Alter do Chão Foto 2

Sairé
É considerada a mais antiga manifestação de cultura popular da Amazônia, com mais de trezentos anos de história. Começou na época das missões evangelizadoras dos padres jesuítas na selva amazônica. A festa em Alter do Chão é dividida em duas partes: durante o dia a parte religiosa e à noite a parte profana, com shows artísticos e danças. Imperdível é o confronto entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa. Em 2017 o Sairé acontece de 14 a 18 de setembro.

“Se a pessoa não gosta de muvuca, recomendo não ir durante o Sairé”, afirma o viajante Márcio Lira, de Manaus.

Floresta Nacional do Tapajós (Flona)
Com 600 mil hectares bem preservados, a Floresta Nacional do Tapajós, em Alter do Chão, é uma das principais unidades de conservação de toda Amazônia. Possui vários acessos, sendo o principal a partir do km 50 da BR-163. Contratar uma agência é bastante recomendado, pois não é fácil encontrar as entradas. Existem algumas modalidades de passeios, alguns mais curtos que duram algumas horas, e outros mais longos que duram até dois dias, passando por praias e comunidades locais.  

Escola da Floresta
Existem outras dicas de viagem em Alter do Chão que não são praias. Visitar a Escola da Floresta é ter contato com o conhecimento local e a cultura ribeirinha. A instituição recebe crianças de Santarém e Alter do Chão que moram em área urbana e não têm contato a floresta. Mas turistas são bem-vindos no lugar, uma área de mata preservada com atividades como a casa do seringueiro, que mostra a vida na época da extração da borracha.

Já foi para Alter do Chão? Deixe uma dica nos comentários e inspire viajantes

Confira aqui o que os usuários do Dubbi já falaram sobre Alter do Chão.

Caio Martins adicionou foto de Alter do Chão Foto 3

Foto: Lubasi/Creative Commons

- - - -

Se você curtiu esse texto, ficaria extremamente feliz se pudesse dar um nele aí embaixo ou compartilhar com seus amigos!

COMENTÁRIOS:

Relatos de Viagem  - Laís

Relatos de Viagem - Laís comentou 10 meses atrás

Que lugar lindo!

Caio Martins

Caio Martins comentou 10 meses atrás

Sim! Muito lindo mesmo!! :)

rute noguchi

rute noguchi comentou 9 meses atrás

Precisamos mesmo que se divulguem esses paraísos brasileiros. Parabéns!

Caio Martins

Caio Martins comentou 9 meses atrás

Obrigado Rute. Concordo com você. Temos que desbravar mais ainda o Brasil :)

Luzinete Rocha Luca

Luzinete Rocha Luca comentou 8 meses atrás

Conheci um andarilho(artista que viaja o mundo divulgando seus trabalhos de vários tipos, bijús com materiais do lugar onde ele está, pinturas em camisetas,etç) foi a primeira vez que ouvi falar de Alter do Chão pois não é muito divulgado(mas acho bom pra não acabar rápido,igual tudo que é bonito e preservado qdo o homem descobre ae já viu...) lembra, Morro de São Paulo(antes e depois) Itacaré(antes e depois) não existem mais vegetação só construções de pousadas e afins...por isso não gostaria que a estrada de acesso pra nossa Vila de Itaúnas(capital do forró) em Conceição da Barra-ES, continuasse de chão e não fazer asfaltos pois teria mais acesso de pessoas ae já viu. Bju.

Caio Martins

Caio Martins comentou 8 meses atrás

Luzinete, amei seu relato. Concordo plenamente com você. Eu tenho uma sensação um pouco confusa: do mesmo jeito que espero que esse paraíso (e tantos outros) continuem exclusivos, tenho a vontade de que outras pessoas sintam essa mesma sensação gostosa. Mas sempre existe esse problema: mais pessoas, menos cuidado com o paraíso. Infelizmente. Abraços!

Laisy Wakidera

Laisy Wakidera comentou 2 meses atrás

Aff <3 Que dica maravilhoosa! Gratíssima por isso!

Caio Martins

Caio Martins comentou 2 meses atrás

Laisy muito obrigado! :)


Fique por dentro das novidades e melhores dicas:



Viajantes também leram:

SUA VIAGEM COMEÇA AQUI

Dubbi é um novo espaço para pessoas incríveis que amam viajar possam interagir, se ajudar e compartilhar suas histórias e dicas de viagem.

Junte-se a nossa incrível comunidade de +35.000 de viajantes experts do Dubbi.